Adjetivo: É palavra que modifica, particulariza, determina o substantivo. Ex.: homem perverso, moça negra, rapaz loiro, livro azul, aula chata. Vimos, pois, que não estamos tratando da moça branca, ou japonesa, e sim, da moça negra, do mesma forma não estamos falando de outro rapaz, a não o o loiro, sabemos que não se trata do livro verde, ou vermelho, e sim, e apenas do livro azul
Locução Adjetiva: É um mecanismo sintático (uma vez que não há mudança na morfologia da palavra em si) pelo qual um substantivo ou advérbio transforma-se em determinante, modificador de outro substantivo, exercendo assim a função de adjetivo. A locução adjetiva é formada de uma preposição (geralmente "de", mas dê uma lida nos exemplos abaixo e na lista mais abaixo que irá transformar o substantivo ou advérbio quem vem depois dela, em determinante do substantivo que vem antes. Observe:
Homem de coragem = homem corajoso, livro sem capa = livro desencapado.
Mas e sopa de cebola = sopa cebolenta? cebolada? cebolosa?? Agora não temos um adjetivo que nos acuda, é pois a locução adjetiva um processo, ou mecanismo, muito produtivo em nossa língua, tentemos entendê-la pensando morfológica e sintaticamente:
Sopa(1) de(2) cebola(3). Se estivéssemos analisando apenas morfologicamente, diríamos que sopa é um substantivo, de é uma preposição, e cebola é outro substantivo. Porém, a preposição de(2) tem o poder sintático de transformar o nome que vem depois dela, no caso cebola(3) em determinante, modificador do substantivo que vem antes dela, no caso sopa (1).
Homem de coragem = homem corajoso, livro sem capa = livro desencapado.
Muitas vezes ao lado da locução adjetiva, encontramos um adjetivo simples que lhe equivalha, aqui segue uma lista deles, lembre-se de clicar com o botão direito aqui, e abrir em nova aba, ou nova guia, assim não sairá desta página ;)
Mas e sopa de cebola = sopa cebolenta? cebolada? cebolosa?? Agora não temos um adjetivo que nos acuda, é pois a locução adjetiva um processo, ou mecanismo, muito produtivo em nossa língua, tentemos entendê-la pensando morfológica e sintaticamente:
Sopa(1) de(2) cebola(3). Se estivéssemos analisando apenas morfologicamente, diríamos que sopa é um substantivo, de é uma preposição, e cebola é outro substantivo. Porém, a preposição de(2) tem o poder sintático de transformar o nome que vem depois dela, no caso cebola(3) em determinante, modificador do substantivo que vem antes dela, no caso sopa (1).
A Questão do Nome em Gramática Normativa
Observem que tanto o substantivo quanto o adjetivo são nomes: O substantivo é o nome dos seres, objetos,lugares, noções, estados e ações* (tidas como seres!!! se preciso for, revise o conceito de substantivo, na aula número 2), e o adjetivo é o nome das qualidades, características que estes seres apresentarem. Muitas vezes há apenas uma forma para ambas classes de palavras, observe:
sub. adj. sub. adj.
Gordo careca X Careca gordo
dtdo. dtmnt. dtdo. dtmnt.
Do exemplo dado, podemos inferir que, para diferenciarmos o substantivo do adjetivo, é mais importante a função do que a forma, por esse motivo, em latim, dizia-se com bastante acerto: nome substantivo, nome adjetivo. É, pois, extremamente comum que um substantivo passe a adjetivo e vice-versa. Observe:
a) O céu cinzento b) O cinzento do céu
sub. adj sub. loc.adj.
Cinzento, que em a) exerce função adjetiva, ao modificar o substantivo "céu", em b) transforma-se em substantivo, e é modificado pela locução adjetiva: "do céu". Temos ainda:
a) O rico tem muito dinheiro ; b) O pobre tem pouco dinheiro ; c) O cego não enxerga ; d) O careca não tem cabelo.
Em todos os casos, temos adjetivos (rico, pobre, cego, careca) exercendo a função de substantivos. Dizemos, pois, tratarem-se de adjetivos substantivados, e como substantivos deverão ser classificados.
Temos ainda o lado oposto, do substantivo que se transforma em adjetivo, observe:
a) Menino prodígio ; b) Laranja lima ; c) Homem máquina ; d) Filho homem ; e) Queijo provolone.
Em todos os casos, temos substantivos (prodígio, lima, máquina, homem, provolone) que por estarem modificando, determinando o substantivo ao qual se ligam, exercem a função sintática e semântica de adjetivos. Por esse motivo dizemos tratarem-se de substantivos adjetivados ou substantivos em função adjetiva.
Feitas estas considerações, podemos voltar à classificação do adjetivo.
Classificação do Adjetivo
Primitivo: É o adjetivo que não provém de nenhuma outra palavra, ou seja: o adjetivo cujo radical, por sí próprio, possui significação adjetiva. São muito poucos: nomes de cores em geral, brando, claro, curto, grande, liso, livre, triste, feliz e outros. A maioria dos adjetivos são formados a partir de verbos ou substantivos.
Derivado: É o adjetivo feito a partir dos radicais de outras palavras, como substantivos, verbos, e outros adjetivos. Vejamos cada um dos casos:
a) adjetivos derivados de substantivos:
*cheiro/cheiroso, gosto/gostoso, medo/medroso, maravilha/maravilhoso/ nervo/nervoso, amor/amoroso, raiva/raivoso.
Note a função formadora de adjetivos do morfema gramatical (sufixo) -oso(a).
Lista dos sufixos formadores de adjetivos derivados de substantivos: clique com o botão direito do mouse aqui e vá em nova guia, ou nova janela, assim você não sairá desta página ;)
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b) adjetivos derivados de verbos:
* lavar/lavável, ler/legível, vencer/invencível, amar/amável, confiar/confiável.
*sofrer, tem o particípio em sofrido, de onde retiramos diretamente o adjetivo pelo processo da derivação imprópria. Podemos aplicar o mesmo raciocínio aos pares: roubar/roubado, amar/amado, armar/armado, envelhecer/envelhecido.
Note a função formadora de adjetivos do morfema gramatical (sufixo) ável/ivel, no primeiro grupo de palavras.
Lista dos sufixos formadores de adjetivos derivados de verbos: clique com o botão direito e vá em nova guia... Ah, você já sabe!
Simples: É o adjetivo que possui apenas um radical, em português são a maioria.
Ex.: bonito, feio, branco, preto, esverdeado, amedrontado, entristecido, imóvel, incompleto, egoísta, liso, versátil
Composto: É o adjetivo que possui mais de um radical.
Ex.: vermelho-sangue, amarelo-canário, verde-oliva, socioeconômico, sociocultural, médico-hospitalar, surdo-mudo, sócio-econômico-cultural, os leva-e-traz.
Preste atenção nos morfemas gramaticais (sufixos) dos adjetivos pátrios abaixo:
Brasileiro, acreano, alagoano, amazonense baiano, cearense, espirito-santense, goiano, maranhense, mato-grossense, sul-mato-grossense, mineiro, paraense, paraibano, paranaense, pernambucano, piauiense, fluminense, norte-rio-grandense, sul-rio-grandense, rondoniano, catarinense, paulista, sergipano. Se verificarmos quais são os morfemas gramaticais encontraremos os seguintes: -ano, -ense, -eiro, e -ista. O morfema gramatical (sufixo) -eiro, aparece apenas em brasileiro e mineiro.
Se analisarmos outras palavras da língua portuguesa terminadas em -eiro, podemos encontras, entre outras, as seguintes: pasteleiro, chapeleiro, chapeiro, borracheiro, pedreiro, jardineiro, copeira, fuzileiro, cavaleiro, fofoqueiro, faladeira, bebedeira. Na maioria dos casos vistos vemos que o morfema gramatical (o sufixo) -eiro, cria, na verdade, o nome de uma ocupação, de um trabalho, e é justamente esta a acepção que originalmente tinham os nomes brasileiro, que se referia não somente aos comerciantes de pau-brasil, como às pessoas que vinham "fazer vida no Brasil" e mineiro, que ainda hoje indica a ocupação pela qual os ocupantes do território denominado Minas Gerais eram conhecidos. Por extensão também passou a designar as pessoas que ali nascem.
Adjetivo pátrio composto: Caros leitores, poderia eu mesmo tentar explicar-lhes o adjetivo pátrio composto, que, como verão, é bem simples. Acontece que Celso Cunha, respeitadíssimo gramático do português contemporâneo, é tão elegante e sucinto em sua explanação, que não me atreverei a tentar re-inventar esta roda. Veja:
"Quando dizemos:
a civilização portuguesa
referimo-nos à civilização própria do povo português. Se, no entanto, quisermos indicar aquela civilização que é comum ao povo português, e ao brasileiro, diremos:
a civilização luso-brasileira
assumindo o primeiro adjetivo uma forma alatinada e reduzida." (A Nova Gramática do Português Contemporâneo. Celso Cunha – 3° ed. 2001).
Assim teremos: a cultura nipo-chinesa, ou sino-japonesa, a depender de que país se queira colocar em evidência. Por favor, clique aqui com o botão direito do mouse vá em nova guia, e dê uma olhada nos adjetivos pátrios dos estados e países, e nos principais adjetivos pátrios compostos. Atente para um erro do site: o adjetivo simples correspondente à locução adjetiva "de farinha", é farináceo, e não farináeo, possivelemente trata-se de um erro de digitação.
Flexão do Adjetivo - Gênero e Número
1) Adjetivo simples: Quanto ao gênero, o adjetivo simples pode ser biforme, tendo uma forma para o feminino e outra para o masculino, como em: bonito/bonita, chato/chata, mau/má. Ou uniforme, tendo apenas uma forma tanto para o masculino quanto para o feminino, como em: feliz, contente, paciente.
Concorda em gênero (se biforme) e número com o substantivo ao qual modifica seguindo as mesmas regras do substantivo.
Ex.: a) A saia amarela X As saias amarelas. b) O vestido amarelo X Os vestidos amarelos
Se, no entanto, um substantivo estiver sendo usado em função adjetiva, permanecerá invariável.
Ex.: a) Blusa vinho X blusas vinho. b) Homem máquina X Homens máquina
2) Adjetivo composto: Apenas o último elemento varia, tanto em gênero, quanto em número.
Ex.: a) Clínica médico-dentária X clínicas médico-dentárias b) Acordo luso-brasileiro X Acordos luso-brasileiros. c) Realidade sócio-econômica X realidades sócio-econômicas.
O comentário feito anteriormente também vale aqui: se um substantivo estiver fazendo parte de um adjetivo composto, ele permanecerá invariável, mesmo no plural. Observe:
Ex.: camisa verde-abacate X camisas verde-abacate. b) blusa amarelo-ouro X blusas amarelo-ouro.
O Grau do Adjetivo.
A principiar este tópico, devo advertir o estudante de um equívoco da tradição gramatical, que é o de considerar o grau comparativo, superlativo, do adjetivo como uma flexão. Observe:
a) Meu som é mais alto do que o teu.
b) Meu som é tão alto quanto o teu.
c) Meu som é menos alto do que o teu .
d) Meu som é o mais alto de todos
e) Meu som é altíssimo
f) Meu som é muito alto
Aqui não há flexão, lembremos que a flexão é um mecanismo morfológico que funciona pela mudança da parte final da palavra (a desinência, sufixo, morfema gramatical) para indicar alguma informação gramatical. O que vemos, em verdade, é um processo sintático e semântico em a), b) e c), d) e f), onde o adjetivo não é alterado morfologicamente (temos a mesma forma: alto) e sim, sintática e semanticamente, pelos advérbios mais, e menos. Em e) poderia-se dizer que se trata de flexão, pois é a terminação da palavra que mostra o grau superlativo absoluto (altíssimo). Porém a flexão é um mecanismo obrigatório, se eu estiver utilizando a norma de prestígio, em registro formal, da língua portuguesa, deverei, fazer todas as flexões nominais e verbais, serei obrigado a dizer, AS rosAS SÂO brancAS, OS meninOS SÂO travessOS. Flexionando adjetivos e substantivos em gênero e número, e verbos em número e pessoa. No caso de "Pedro é estudiosíssimo", nada obriga a utilizar o morfema gramatical -íssimo, é uma escolha do falante, não é pedido pela conjunto de regras da língua, deveria, pois, ser tratada como derivação.
Grau comparativo: Como vimos em a, b e, c, está-se comparando a "altura", potência, do aparelho de som da primeira pessoa (meu som) com a altura, potência, do aparelho de som da segunda pessoa (teu som). No caso de a) a qualidade atribuida
Ao compararmos as qualidades, características (adjetivos) das coisas, pessoas, lugares, (substantivos) podemos chegar a conclusão de que determinado substantivo possui determinada característica em maior grau, com maior intensidade do que outro, a isso chama-se comparativo de superioridade. Observe:
Comparativo de Igualdade:
a) Meu som(1) é mais(2) alto(3) do que o seu (som(4) é).
."Meu som", (1), apresenta a característica de ser "alto"(adjetivo) em maior grau do que o outro elemento da comparação, "seu som" (4), graças advérbio de intensidade "mais", (2)
Podemos também chegar à conclusão de que os elementos em comparação (os substantivos) apresentam determinada característica (adjetivo) no mesmo grau, na mesma intensidade, a isso chama-se comparativo de igualdade. Observe:
Meu som(1) é tão(2) alto(3) quanto o seu (som(4) é).
"Meu som", (1) apresenta a característica de ser "alto"(3) no mesmo grau, na mesma intensidade do que o outro elemento da comparação, "seu som" (4), graças ao advérbio "tão"(2).
Por último, pode-se constatar que o substantivo possui determinada característica (adjetivo) em menor grau, ou menor intensidade do que o outro elemento da comparação, a isso chamamos comparativo de inferioridade. Observe:
Meu som(1) é menos(2) alto(3) do que o seu (som(4) é).
"Meu som"(1) apresenta a característica de ser "alto"(2), em grau inferior, ou com menor intensidade do que o outro elemento da comparação, "seu som", (4), graças ao advérbio de intensidade "menos", (2)
Quando os adjetivos em comparação forem: bom, mal, grande, pequeno, deveremos utilizar: melhor, pior, maior e menor, pois esta é a forma consagrada pela nossa norma culta, se portugueses fôssemos, não haveria problema em escrevermos: "A lua é mais pequena do que a terra". Seguindo-se, no entanto, a norma culta brasileira, devemos escrever: A lua é menor do que a terra. Note o leitor que ambas as formas existem e são, do ponto de vista meramente lingüístico, corretas e cultas*, o que muda é a reação social à utilização de uma e outra forma em uma e outra pátria.
Podemos ainda dizer que determinado substantivo apresente determinado adjetivo em grau
LISTA DE EXERCÍCIOS ADJETIVOS: se este link não funcionar, tente este outro link

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